sexta-feira, 22 de Janeiro de 2010

Somos Testemunhas... De Quem?...

"É semelhante ao fermento que uma mulher tomou e misturou em três medidas de farinha, até ficar tudo levedado" (Lc 13, 21).

" A que é semelhante o reino de Deus, a que hei-de compará-lo?" Com esta questão, o Senhor interpela-nos a pararmos um pouco e a contemplarmos a Sua Palavra.
Com uma simples comparação, o Senhor leva-nos a observar a força do fermento que misturado na farinha a faz levedar na sua totalidade. Teremos nós a força de lutar pela justiça, de suscitar o amor, como este fermento a que Jesus compara o reino de Deus? Teremos nós coragem de levar Deus para a sociedade, sendo verdadeiras testemunhas do Seu amor e da Sua Ressurreição?
Pois bem, muitas vezes, dizemos-nos cristãos, mas o testemunho que damos é tão morto, tão sem obras, que nos convertemos em testemunhas do oposto do que dizemos ser. Falamos de um Deus Amor, mas a nossa vida só transparece ódio. Falamos de Paz, mas somos os primeiros a atirar pedras uns aos outros. Falamos de Vida e Ressurreição, contudo só transmitimos morte. É este o testemunho que queremos ser? É isto que queremos para levedar a massa?
Jesus compara ainda o reino de Deus a um grão de mostarda, que ao ser lançado à terra cresce e torna-se uma grande árvore. Se perguntasse se queriam ser este grão que se transforma numa grande árvore, muitos responderiam que sim. Contudo queriam ser grão e árvore, sem pensarem que para se transformarem na árvore é necessário que cada um morra para si, para ter o coração livre para o Senhor, para levar o senhor aos irmãos que sofrem, para levantar a voz perante as injustiças. Só assim seremos fermento de Cristo no meio da massa que é a sociedade actual. Só assim seremos a árvore grande, alimentada por Cristo, erguida no meio do mundo, espelhando o Amor entusiasmante e libertador que dimana do Coração do Eterno Amante.

terça-feira, 5 de Janeiro de 2010

Os caminhos nem sempre são fáceis...

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

Sede irrepreensíveis...

"Fazei tudo sem murmurar nem discutir para serdes irrepreensíveis e puros, filhos de Deus sem mancha, no meio duma geração perversa e depravada, onde vós brilhais como estrela no mundo". Filipenses 2, 14-15

     Quantas vezes somos murmuradores, humilhando os nossos irmãos com o murmúrio silencioso e mortal?  Quantas vezes provocamos discussões divisoras só por interesse, inveja ou egoísmo?
     Pois bem, o murmúrio é uma arma poderosa na destruição da harmonia comunitária, na medida em que, na maioria dos casos, para não dizer na totalidade, o murmúrio é negativo, fundamentado na mentira ou na duplicidade. Para combater o murmúrio, obra do mal, S. Paulo, dirigindo-se aos irmãos de Filipos, diz-nos: “Fazei tudo sem murmurar nem discutir, para serdes irrepreensíveis”.
     S. Paulo dá-nos uma grande lição, indica-nos o caminho da santidade, levando-nos a tomar consciência de que a divisão mata-nos interiormente e faz-nos percorrer caminhos que nos distanciam de Deus, nos empedrassem o coração, nos paralisam e nos cegam. Estes caminhos roubam-nos o Amor e dão-nos o ódio e a discórdia, tiram-nos a Paz e a União, dando-nos a guerra, a duplicidade e a divisão, esvaziam-nos da Misericórdia e do Respeito, incutindo-nos o desprezo, a impiedade e o murmúrio.
     Continuamente estes caminhos aparecem-nos como alternativa, ilusoriamente feliz, ao caminho pedregoso que nos conduz a Deus. São ilusões que nos atraem e que sempre nos momentos mais difíceis lá estão.
     Por isso, irmãos, rezemos uns pelos outros, para que, ao chegar o momento difícil, tenhamos a força de continuar pelo caminho que conduz a Deus, porque sabemos que o caminho nem sempre é fácil, mas que a oração faz-nos caminhar juntos, mesmo que fisicamente distantes.

sexta-feira, 16 de Outubro de 2009

Cr(escer)ise

“Nada te turbe, nada te espante, quem a Deus tem, nada lhe falta. Nada te turbe, nada te espante, só Deus basta.”


A turbulência mundana
E a agitação da humanidade
Tentam perturbar-me o coração,
Desfazer o amor que este dimana,
Roubar-me a tranquilidade
E afundar-me em grande agitação.
Mas em Deus está a minha confiança,
Ele é a minha força e segurança.
Quem ousará a me perturbar?
Quem tentará contra a paz lutar?



Muitos podem-se levantar,
Muitos podem tentar a paz derrubar,
A minha resposta será a mesma, Amor.
A paz afincar-se-á em meu coração
E quando o meu animo estiver abatido
Por mim responderá o Senhor
Abrirá os teus braços, que me abraçarão,
Falarei e a escutar terei o teu ouvido.
Amigo, o Senhor colocou-te ao meu lado
Para na crise não ficar desanimado.

sábado, 19 de Setembro de 2009

"Sede Santos,porque Eu sou Santo" Lv 11, 45

Senhor, fonte de toda a Santidade,
Peço pelos meus pecados perdão
E anseio pela vossa misericórdia,
Ajudai-me a caminhar na verdade
A abrir-Vos o meu coraçao
E a ser semente de concórdia.

"Sede santos, porque Eu sou Santo"
Apelais Vós, ó Pai de Amor,
Que não seçais de nos amar,
Ao nosso encontro enviando
Cristo, Deus vivo, nosso Salvador,
Que nos veio revelar
Que a santidade se vive amando
Todos, até o mais pecador.

Ser santo não é ficar parado
Sabe lá de quê esperando.
Ser santo é amar,
É deixar-se ser encontrado,
É não ter medo e ir caminhando,
É não baixar os braços e lutar,
É ter fé e esperança,
É ser livre e ter confiança.

Ser santo não é só para alguns,
Deus a todos chama à santidade,
Não necessita ser padre ou religioso
Basta dar aos outros o primeiro lugar,
Fazer caminho pela verdade,
Ser amável e misericordioso,
Ser justo e saber perdoar,
Ser recto e o Evangelho anunciar.

domingo, 17 de Maio de 2009

(Ir)responsabilidade, de quem?...

Ultimamente, a Igreja tem sido alvo de alguns ataques que tentam calar a voz do Evangelho.
Perante os projectos de lei do PS e do PCP sobre Educação Sexual que prevêem distribuição gratuita de contraceptivos nas escolas secundárias, surgiram, na comunicação social, vozes que atacaram a Igreja, dizendo que a educação cristã que os pais católicos tentam transmitir aos filhos é retrógrada e antiquada.
Interrogo essas vozes e todos vós. Será que é a educação cristã que é antiquada e retrógrada? Ou será que o que é retrógrada e antiquado é a irresponsabilidade que estes projectos de lei estão a tentar incutir nos jovens que serão o futuro do nosso país?
Dá muito que pensar… Pois antes da dimensão religiosa, a educação cristã foca-se na dimensão humana, na medida em que só alguém com uma boa formação humana é que pode ser verdadeiramente religioso. Esta questão, que levou a que algumas vozes se insurgissem contra a educação dos pais católicos, antes de atingir o religioso, atinge o humano. É uma questão humanista, que foca um dos pilares base de qualquer sociedade: a responsabilidade.
Queremos nós formar homens e mulheres conscientes e responsáveis? Ou queremos nós que a formação seja desumana, que rouba a liberdade, a responsabilidade e a consciência, levando a que se aceite tudo o que é incutido? Se nós queremos esta formação que conduz ao aprisionamento pela futilidade e à desumanização do homem , apoiemos estes projectos de lei, que tem o rosto da irresponsabilidade da política e da sociedade perante a educação humana do futuro do nosso país.
Se, pelo contrário, é a formação responsável e consciente de homens e mulheres que nós apoiamos, então unamos a nossa voz pela humanidade, pelo humanismo da nossa sociedade. Desvalorizemos quem ataca qualquer que seja a religião, pois esta questão não é essencialmente religiosa, é uma questão de formação humana.
Apelo aos pais para que pensem no futuro dos seus filhos, porque a primeira educação cabe-lhes a eles e deles depende toda a formação.
Por isso, caros pais sede conscientes, amigos dos vossos filhos e bons educadores e lutais pela formação humana dos vossos filhos, não uma formação fútil e irresponsável, pois a missão de formar os nossos adolescentes e jovens é pertença de todos, mas começa por vós.

sábado, 9 de Maio de 2009

Um coração que clama: "Pai"

Uma conversa abriu-me o coração e me fez olhar o outro com outros olhos. O final deste Ano Propedêutico aproxima-se a alta velocidade e surgem milhentas coisas que tentam roubar-me a serenidade, no entanto não me esqueço que a serenidade é fruto do Amor infinito que Deus Trindademe dá.
Com esta certeza, escutei com especial atenção um Amigo, que me dizia que a ausência de seu pai biológico o ajudou a criar uma grande intimidade com Deus Pai, pois sentia-O como o seu Pai.
A forma como me disse aquelas palavras foi tão profunda, que mecheu comigo, que me levou a pensar na minha vida familiar. Quantas vezes, desvalorizo o meu pai e o substituo-o por coisitas que não têm valor? Quantas vezes, fecho os meus ouvidos às palavras daquele que se sacrificou, tantas vezes, para que eu fosse aquilo que sou e que são palavras que orientam para o bom caminho? Quantas vezes,...
São pequenas partilhas como esta que se tornam tão grandes e que nos fazem centrar no essencial, Deus, que é Pai, Filho e Espírito Santo.